Mais uma vez Ron Howard faz sua própria versão de uma obra de Dan Brown

Quem acompanha o blog sabe que eu simplesmente amo os livros de Dan Brown, e também sabe que eu estava aguardando a adaptação de Inferno já fazia um bom tempo, aos poucos os nomes que iriam compor o elenco junto com Tom Hanks foram sendo anunciados e eu fiquei cada vez mais animada e esperançosa de que dessa vez o filme não seria tão diferente assim do livro, já que dessa vez o roteirista havia mudado.

Mas, mais uma vez Ron Howard provou que ele ignora totalmente a obra de Dan Brown para construir sua própria versão da história, assim como ele fez com Anjos e Demônios e O Código da Vinci antes deste, mas quanto aos dois filmes anteriores as mudanças chegam a ser até aceitáveis já que o ritmo e a composição dos personagens continuam basicamente os mesmos dos livros.

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Novamente, como nos dois filmes anteriores, Inferno nos trás um elenco maravilhoso e mais uma vez encabeçado por Tom Hanks que consegue fazer Robert Langdon como ninguém mais conseguiria fazendo com que seja impossível enxergar outro que não seja ele como o renomado e brilhante professor de simbologia.

Inferno também possui um ritmo apressado, como se quem o produziu quisesse que acabasse logo e isso incomoda, faltam também muitas cenas que seriam essenciais para a solução dos problemas, assim como também falta um cuidado com detalhes que seriam interessantes para a trama.

Tom Hanks

Muitos podem criticar e dizer “Ah, mas é uma adaptação”, sim eu compreendo e geralmente eu sou bastante tolerante com mudanças que fazem em adaptações de livros, mas dessa vez Howard passou dos limites. Ele não só alterou vários fatos do livro, mas também criou relações que nunca existiram e mexeu em personagens que não deveriam ter sofrido mudança alguma em suas personalidades já que isso os tornava tão complexos e fascinantes que era impossível não se apaixonar por eles.

Mas acima de todas as mudanças no roteiro o que mais me incomodou dessa vez foi a falta da participação e da inteligência do professor Langdon, tudo pareceu se resolver rápido demais, fácil demais e sem muita ajuda daquele que seria a “esperança da humanidade”, todos conseguiam pensar em opções e soluções mais rápido que o professor. Outra que sofreu mudanças drásticas até em suas características mais básicas foi aquela que talvez seja uma das melhores e mais complexas personagens que Brown já criou para seus livros, a doutora Siena Brooks.

Enfim, não posso falar mais pois isso seria impossível sem dar spoilers, mas o único sentimento que eu tenho após ver esse filme é uma profunda decepção, mas para aqueles que não leram o livro Inferno é um filme sensacional que vale a pena ser assistido, já para aqueles que leram eu recomendo que assistam antes de tirar suas próprias conclusões.

E você, o que achou da adaptação de Inferno?

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